GINA BIRCH, LENDÁRIA ÍCONE DO PÓS-PUNK E COFUNDADORA THE RAINCOATS, É CONVIDADA ESPECIAL DO CONCERTO DE DEVENDRA BANHART EM LISBOA, A 25 DE NOV
A lendária ícone pós-punk, GINA BIRCH, será convidada especial na primeira parte do concerto de DEVENDRA BANHART no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, no próximo dia 25 de novembro, pelas 20h30. Neste espetáculo, o músico irá atuar a solo e apresentar vários temas que compõem o seu repertório mais clássico, assim como novos temas. Os bilhetes estão disponíveis em ticketline.pt, houseoffun.pt e locais habituais.
A lendária artista, cofundadora, compositora, cineasta e ícone feminista Gina Birch, GINA BIRCH acaba de lançar o seu segundo álbum a solo, “Trouble” (11 de julho, 2025, Third Man Records), que inclui os temas “Doom Monger” e “Causing Trouble Again”, cujo videoclipe oficial – realizado por Birch e pelo fotógrafo/cineasta Dean Chalkley, e que inclui um coletivo de estrelas de outras artistas, incluindo a amiga de longa data de Birch e cofundadora do grupo The Raincoats, Ana da Silva, a cofundadora de Neo Naturists, Christine Binnie, a cantora e compositora Amy Rigby, a X-Ray Spex e a cofundadora da Essential Logic, Lora Logic, a pintora Daisy Parris, a artista Georgina Starr, a escritora Jill Westwood, o artista multidisciplinar e ativista Bobby Baker, a premiada figurinista Annie Symons, a fotógrafa veterana e colaboradora da banda The Raincoats, Shirley O’Loughlin, e muitos mais – está disponível no YouTube.
Conhecida por uma carreira artística amplamente diversificada que inclui a cofundação da icónica banda britânica de pós-punk, The Raincoats, Gina Birch teve um papel bastante visível e inegável na criação e no desenvolvimento da cena musical independente do Reino Unido. “Trouble” continua essa missão em constante evolução com 11 novas canções impetuosas, mas profundamente introspetivas, fundindo pós-punk, dub, rock experimental e muito mais, numa singular declaração de intenções, que expressa o compromisso com a criatividade desinibida de Gina Birch ao longo da vida, e o propósito de uma artista em deixar o seu público entrar nos seus pensamentos mais loucos e emoções mais íntimas e profundas.
O álbum “Trouble” mostra novamente Birch a colaborar com produtor, vencedor de GRAMMY® e membro fundador dos Killing Joke, Youth (Paul McCartney, The Orb, The Verve), e ao engenheiro/mixer Michael Rendall (Peter Murphy, The Jesus and Mary Chain), a mesma dupla que ajudou a captar o som robusto, mas refinado, da sua aclamada estreia solo em 2023, “I Play My Bass Loud”.
Alimentada pela política do quotidiano, “Trouble” afirma-se orgulhosamente como uma obra de arte feminista, não por causa de slogans ou cartazes, mas pelo seu retrato sincero de uma artista feminina progressista que simplesmente existe.
DEVENDRA BANHART, músico de renome internacional e considerado pioneiro dos movimentos “freak folk” e “New Weird America“, acaba de disponibilizar a edição especial deluxe de 20.º aniversário do álbum “Criple Crow”. Ouvir aqui.
O mais recente álbum de originais do músico é “Flying Wig” (22 de setembro, 2023), do qual fazem parte os temas “Fireflies” e “Twins”, entre outros.
DEVENDRA BANHART, com GINA BIRCH como convidada especial, a não perder no dia 25 de novembro, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa.
+info
Devendra Banhart (nascido em 1980, em Houston, Texas) vive e trabalha em Los Angeles. Músico de renome internacional e considerado pioneiro dos movimentos “freak folk” e “New Weird America“, Banhart já fez digressões, atuações e colaborou com nomes como Vashti Bunyan, Yoko Ono, Os Mutantes, The Swans, ANOHNI, Caetano Veloso e Beck, entre muitos outros. O seu trabalho musical sempre existiu simbioticamente e em paralelo às suas atividades nas artes plásticas.
Banhart surgiu aparentemente do nada em 2002 com sua primeira coleção de CD, Oh Me Oh My… The Way the Day Goes By the Sun Is Setting Dogs Are Dreaming Lovesongs of the Christmas Spirit, compilado pelo vocalista dos Swans, Michael Gira, para a sua editora Young God a partir de gravações caseiras que o itinerante Banhart acumulou enquanto viajava pelo mundo. O músico nasceu Devendra Obi Banhart em Houston, Texas, mas passou a sua infância em Caracas, Venezuela; na adolescência, a sua família regressou para os Estados Unidos, mudando-se para o sul da Califórnia, onde este logo se apaixonou pela cultura do skate.
A música sempre foi uma paixão para Banhart, e este descobriu-a de uma forma mágica e aleatória. Enquanto criança, em Caracas, diz Banhart, “I was surrounded by salsa, merengue, cumbia, some bossa nova—that was ubiquitous, you’d hear it on any street”. No liceu, Banhart tornou-se obcecado por rocksteady, bluebeat e ska, que tinha aprendido através de vídeos de skate. Ao concluir o liceu, pensou que seguiria uma carreira nas artes visuais, e então matriculou-se no San Francisco Art Institute, mas logo desistiu para poder explorar a música. No entanto, manteve com sucesso uma carreira paralela como artista visual: os desenhos distintos, minuciosamente pintados e muitas vezes enigmáticos de Banhart apareceram em galerias de todo o mundo, incluindo a Art Basel Contemporary Art Fair em Miami; o Museu de Arte Moderna de São Francisco; o Palais des Beaux-Arts em Bruxelas; e Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles e Galeria Nicodim.
São Francisco teve uma influência indelével sobre Banhart; o vestido extravagante que adotou e que encantou a multidão da moda (e alimentou os rótulos que a imprensa lhe atribuiu de “freak folk” e “New Weird America”) foi, em parte, inspirado pela seriamente subversiva cultura de cross-dressing da lendária trupe de performance de São Francisco, os Cockettes.
Como os ex-colegas de editora, Caetano Veloso e David Byrne, Banhart abraçou uma gama surpreendentemente ampla de ideias musicais, do folk ao blues e à vanguarda. Exalta o falecido Arthur Russell, um artista incansavelmente eclético que foi impossível de entender na sua breve vida, e Banhart trouxe de volta aos holofotes artistas esquecidos como o cantor do final dos anos 60 Vashti Bunyan, apoiando o seu folk psicodélico. Colaborou com as lendas brasileiras Os Mutantes, os Swans, ANOHNI e Beck, entre outros, e envolveu-se em projetos artísticos como a monumental instalação de vídeo Song 1 de 2012 do conceptualista Doug Aitken, na fachada do Museu Hirschhorn em Washington, DC.
Para Banhart, a sua carreira continua a ser “an adventure and an exploration”. Banhart admite: “I don’t really take care of my voice, but, just like with playing guitar, you get more familiar with it, and you get better at it. I’ve always said that I’m very good at not knowing how to play the guitar but, really, it’s just that I’m very comfortable with the utter uncertainty of my approach”.