Freddie Mercury: Assistente Disse Que O Cantor Estava “Em Paz Consigo Mesmo” Nos Seus Últimos Dias
No final de Novembro de 1991, Freddie Mercury parou de tomar os medicamentos e decidiu preparar a sua própria despedida. Os detalhes das últimas actividades do cantor foram revelados por Peter Freestone, que trabalhou como assistente pessoal dele entre 1979 a 1991 e mantém um blog dedicado às memórias e curiosidades sobre a convivência com o cantor.
O último post do blog chamado Ask Phoebe, que faz referência ao apelido que ganhou quando trabalhava para Mercury, Freestone escreveu num relato a perspectiva dele sobre os dias que passou com o cantor até ao dia da morte dele, em 24 de Novembro de 1991.
Sabendo de que a hora tinha chegado, Mercury decidiu viver tranquilamente os últimos dias sem o auxílio de remédios, segundo o texto do ex-assistente.
“O Freddie decidiu parar de tomar os medicamentos por decisão própria. Ele sabia das consequências dessas acções e sabia que, então, teria tempo para falar com os amigos e a família e dizer adeus. […] Ele fez todos os preparativos… Eu acho que ele apenas sentia e sabia que era a hora dele”, escreveu Freestone.
Freestone também descreveu que quatro dias antes da morte, o cantor passeou pelo jardim da mansão e visitou as obras de arte da colecção dele.
“O Freddie estava lá embaixo no Garden Lodge [nome da mansão do artista] no dia 20 de Novembro, porque ele queria ver algumas das obras de artes dele pela última vez. […] O Terry [guarda-costas e chauffer] carregou-o pelas escadas, mas ele andou pela sala de estar e o quarto com o auxílio de um de nós.”
Mesmo doente, Mercury não perdeu a personalidade ou a aura majestosa que apresentava nos palcos. Freestone diz que mesmo com a atmosfera silenciosa da casa, “Freddie continuou o Freddie que conhecemos até hoje”.
Por fim, ele escreveu: “Eu acredito que ele estava em paz consigo mesmo”.
Com personalidade, roupas e uma voz única, Freddie Mercury é considerado um dos maiores ícones do rock de todos os tempos. E em 2018, a trajectória excepcional do artista, que faleceu por consequência do vírus da SIDA, foi homenageada na biografia cinematográfica, Bohemian Rhapsody.