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11 Outubro 2021

Descoberta “Cavidade” Que Pode Ajudar A Explicar Formação De Estrelas

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Num estudo publicado esta quarta-feira no boletim especializado Astrophysical Journal Letters, os astrónomos indicam que a “cavidade”, um vazio em forma de esfera, se entende por cerca de 150 parsecs, o equivalente a quase 500 anos-luz.

A descoberta, feita por uma equipa de investigadores liderada por cientistas do Harvard Smithsonian Center for Astrophysics (CfA), dos Estados Unidos, foi resultado da análise de mapas 3D das formas e tamanhos de nuvens moleculares próximas das constelações Perseus e Touro, regiões do espaço onde existe formação de estrelas.

“Há centenas de estrelas que estão a formar-se ou já existem na superfície desta bolha gigantesca”, disse o investigador principal, Shmnuel Bialy, citado por agências internacionais.

De acordo com o astrónomo, há duas teorias sobre a formação da cavidade: ou uma supernova explodiu há cerca de 10 milhões de anos no núcleo desta bolha e empurrou o gás para fora, formando o que agora é designado como “super cúpula Perseus-Touro”, ou uma série de supernovas que ocorreram ao longo de milhões de anos criaram-na ao longo do tempo.

O mapa 3D da bolha e das nuvens circundantes foi criado com dados fornecidos pelo Gaia, um observatório espacial lançado pela Agência Espacial Europeia e o estudo seguiu a reconstrução de nuvens de poeira cósmica criada por investigadores do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.

Esta foi a primeira vez que nuvens moleculares foram traçadas em 3D em vez das tradicionais duas dimensões.

“Temos sido capazes de ver estas nuvens há décadas, mas nunca soubemos a sua verdadeira forma, profundidade ou espessura. Também não tínhamos a certeza de quão longe as nuvens estavam”, disse a investigadora principal de um outro estudo, Catherine Zucker, que utiliza a mesma metodologia e foi publicado esta quarta-feira no Astrophysical Journal.

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De acordo com a investigadora, passa a ser possível determinar a localização das nuvens com apenas 1% de incerteza.

Esta metodologia permite que, pela primeira vez, “visualizações 3D reais – não simuladas – podem ser usadas para comparar a teoria com a observação” e avaliar que teorias sobre como o gás se reorganiza para formar estrelas “funcionam melhor”, concluiu.

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