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21 Junho 2023

Dani Filth Apelidou O Spotify De “Maior Criminoso Do Mundo”

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A disputa entre músicos e o Spotify não é nenhuma novidade para ninguém. A lista contra a plataforma ganhou mais um assinante. O vocalista Dani Filth, dos Cradle of Filth, falou ao site Rock Hard Greece sobre sua relação com a plataforma:

“Está a deteriorar-se desde então… Acho que 2006 foi o ano em que tudo mudou de confortável para os músicos – bem, não necessariamente confortável; nunca foi confortável. Mas tornou-se muito mais difícil com o início da era digital, o início das plataformas de streaming de música que não pagam a ninguém. Como o Spotify que são os maiores criminosos do mundo. Acho que tivemos 25, 26 milhões de plays no ano passado e acho que, pessoalmente, ganhei cerca de 20 libras, o que é menos do que uma taxa de trabalho por hora.

Por exemplo, no outro dia minha namorada… Ela tem um gato doente; o seu gato está muito doente e precisava de uma operação de vida ou morte. Ela é uma tatuadora conhecida e postou uma coisa online sobre… um GoFundMe para o seu gato, e ela ia fazer uma rifa e as pessoas poderiam ganhar uma tatuagem, etc., etc. O ponto é que muitas pessoas pensavam, ‘Porque diabos devemos pagar pelo teu gato? Não namoras com um multimilionário? E ela disse, ‘Desculpem-me, acho que você não entende como a indústria da música funciona hoje em dia. Primeiro, ele não é multimilionário. Dois, eu sou a minha própria pessoa, e isso não tem nada a ver com ele.’”

Cada play na plataforma, gera em torno de 0,003 a 0,005 dólares, e Dani diz:

Acho que as pessoas têm essa capacidade incrível de acreditar que, quando você tem coisas por aí, como um produto físico, estão a ganhar uma fortuna com isso. Eles não percebem que tens tantas pessoas atirar pedaços do bolo – editora, administração, contadores, blá blá blá blá; Não importa. Se não estása receber nenhum dinheiro em primeiro lugar, não há muito dinheiro para partilhar. E hoje em dia, a razão pela qual as pessoas lançam vinis de edição limitada e outras coisas, é para colecionadores – eles são as únicas pessoas que compram; outras pessoas apenas transmitem por nada. É por isso que vês bandas, desde a pandemia, que não estão em tourneé. A gasolina subiu. O aluguer dos autocarros de turismo aumentou. O custo de vida aumentou. Sim, é muito difícil para as bandas no momento. Mas não ajuda quando as pessoas têm essa ideia embutida de que não é um privilégio conseguir música, que a música é algo que deveria ser distribuído de graça. Quero dizer, eu não entro na loja de alguém e simplesmente pego – sei lá – um cacho de bananas e digo: ‘Bem, estas crescem em árvores. Elas deveriam ser gratuitas. Vou sair com isso. Eu seria preso por furto. Mas é bom para as pessoas baixarem… Mesmo antes de os álbuns serem lançados, você encontra fãs, como, ‘Oh, eu tenho um link para isso’, e eles colocam no ar e instantaneamente qualquer venda que vais conseguir das pessoas comprarem para uma surpresa estão fora de questão porque já ouviram e então passam para a próxima coisa. 

Sim, a indústria da música está de joelhos no momento. Eu ainda gosto de fazer música – não me interpretem mal; Eu adoro isst – mas, sim, o músico hoje em dia encontra um milhão de coisas contra eles. É um momento difícil.”

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