Bruce Dickinson critica redes sociais e tem música pronta para “rebentar” com influencers
Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, foi convidado pelo site Songfacts.Com para comentar as faixas do seu próximo trabalho solo, “The Mandrake Project”, que será lançado nesta próxima sexta-feira (01). E o tema de uma das canções que integram esse sétimo trabalho de estúdio de Dickinson chamou bastante a atenção dos fãs.
Trata-se de “Fingers In The Wounds”, uma faixa na qual o cantor “rebenta” o mundinho dos influenciadores digitais. Ele disse: “E se Jesus voltasse e fosse um influenciador da internet? Como lidaríamos com isso? Ninguém o levaria a sério como o Messias, a menos que ele tivesse tantos milhões de seguidores. Achei que essa era uma boa maneira de gozar com a cara dos influenciadores”.
O cantor continua: “Por isso, há frases como… ‘A tua vida é um vazio, tu só podes ser o que as pessoas veem’ e ‘Vou meter os dedos no iPhone e tu podes ser Deus e nós vamos acreditar em ti’. Bem, isso não quer dizer nada. É tudo um lixo”.
Ao ser questionado se a letra de “Fingers In The Wounds” lembra a mensagem passada por “Holy Smoke”, música dos Iron Maiden que integra o álbum “No Prayer For The Dying”, de 1990, Dickinson responde: “Sim, só que ‘Holy Smoke’ era sobre Jerry Falwell e esses tipos de pregadores sem fundamento. Mas, para mim, a internet é uma ameaça muito maior para a sociedade. As redes sociais são uma ameaça muito maior à sociedade e à humanidade do que Jerry Falwell jamais foi”, comentou o cantor, numa comparação da redes sociais com o pastor americano que, entre muitas polêmicas, defendeu o apedrejamento como punição para o adultério e o retorno da escravidão.