Bono Quer O “Poder De Fogo Do Rock” No Novo Disco Dos U2
Bono está actualmente a promover o seu livro de memórias – Surrender: 40 Songs, One Story, que chega ao mercado a 1º de novembro via a editora americana Alfred A. Knopf – e tem conversando incessantemente com a imprensa, gerando uma série de entrevistas. Na mais recente delas, ao The New York Times, ele revelou os próximos projectos de gravação que envolvem os U2.
O vocalista discutiu a sua tentativa fracassada de retornar às tabelas via Songs Of Innocence e o seu álbum irmão Songs Of Experience de 2017 e comentou que gosta de ouvir as suas músicas a tocar no rádio, mas neste momento procura algo diferente: “Agora eu quero escrever rock ‘n’ roll, a música mais desafiante que já escrevemos… Falei com o The Edge sobre isso esta semana. Ele disse: ‘É esta conversa de novo? Sobre vamos compor um rock forte’. E eu digo: ‘Sim, é o nosso trabalho!’. Podemos fazer músicas famosas, mas não acho que o U2 possa fazer sucesso com isso [rock forte]”.
Bono abordou os trabalhos que o U2 realizou no início dos anos 2000 e os apontou como “um momento em que a banda se perdeu em ideias e conceitos artísticos”, mas ele acredita firmemente que eles recuperaram isso nos álbuns Songs Of Innocence e Experience, que os levaram a mais conversas sobre o disco de rock que ele quer fazer: “Todos cometemos erros. O vírus do rock progressivo entrou e precisávamos de uma vacina. A disciplina da nossa composição, a coisa que fez os U2 – melodia de primeira linha, pensamentos claros – tinha ido embora… mas estamos de volta e estamos bem! Ao longo desses dois álbuns, ‘Songs Of Innocence e Experience’, a nossa composição regressou. Agora precisamos colocar o poder de fogo do rock ‘n’ roll de volta. Não sei quem vai fazer o nosso álbum de rock. Queremos quase uns AC/DC, queremos o Mutt Lange. A abordagem. A disciplina de composição. Isso é o que queremos”.