Acesso precoce às redes sociais tem impactos visíveis nas salas de aula
O acesso precoce às redes sociais tem impactos difíceis de reverter no desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças, identificados na sala de aula e consultórios por professores e psicólogos, que defendem uma maior regulação.
“Uma das primeiras coisas que noto é a capacidade de reter a atenção por um período consistente, que dê para aprender alguma coisa, para reter conhecimento”, começa por relatar Rita Mendes.
Professora de Música, Rita Mendes é, ela própria, ativa nas redes sociais, onde conta com dezenas de milhares de seguidores, mas tem uma posição crítica quanto à presença de menores naquelas plataformas: não deve existir.
Em fevereiro, a Assembleia da República aprovou, na generalidade, um projeto de lei do PSD que propunha regular o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, uma via recentemente discutida por vários países, que reconhecem os riscos para as crianças e jovens.