Moradores pensavam ser uma partida. Afinal, era uma lesma que não parava de lhes tocar à campainha
Moradores de uma cidade na Baviera, Alemanha, pensavam estar a ser alvo do “jogo da campainha”, mas descobriram uma lesma que deslizava no interruptor, acabando por acordá-los depois da meia-noite.
Em Schwabach, no estado alemão da Baviera, no Sul do país, moradores de um prédio ligaram para a polícia com o objectivo de investigar o motivo pelo qual as suas campainhas tocavam incessantemente a horas tardias. Esperaram encontrar um jovem a pregar partidas, mas, para sua surpresa, descobriram que a culpada era uma lesma.
A notícia, avançada pelo tablóide alemão Bild, explica que a lesma deslizava para cima e para baixo no interruptor da campainha, acabando por acordar os moradores depois da meia-noite. No início, estes suspeitaram que fossem apenas crianças ou adolescentes a brincar ao chamado klingelstreich (jogo da campainha), um passatempo popular entre jovens alemães e de muitas outras nacionalidades, que consiste em tocar à campainha de alguém e fugir, antes de serem apanhados.
O relógio marcava meia-noite e meia quando um toque persistente acordou Lisa, o seu marido Dominik, e o filho Noah, de 7 anos. “Tínhamos ido dormir… Mas não costumamos abrir a porta depois das 22h, então, quando a campainha tocou, tentei ignorar. Pensei que pudessem ser as crianças da casa do outro lado da rua”, disse Lisa, ao Bild. A família olhou pela janela do olhar de cima. “Ouvíamos a campainha a tocar, mas não vimos ninguém. A casa é velha, range muito — e não queríamos sair. Foi simplesmente assustador”, acrescentou Lisa.
“Foi então que a minha cunhada, que mora no andar de cima, ligou e perguntou se a nossa campainha estava a tocar, pois a dela não parava”, descreve a entrevistada. Decidiram ligar para a polícia, mas o toque continuou mesmo depois da chegada de dois agentes, que verificaram que não havia ninguém à porta do prédio. Foi então que repararam na lesma (ou nackschnecke, em alemão: significa literalmente “caracol nu”), a rastejar na placa metálica da campainha.
Em conjunto, moradores e polícias decidiram investigar. Foi então que Dominik avistou a lesma a atravessar o painel de entrada na porta do prédio. “Era até possível observar o rasto de muco que deixou enquanto rastejava sobre os sensores”, disse o morador.
Depois de resolvido o insólito mistério, um porta-voz da polícia de Schwabach, na Baviera, disse, em tom de brincadeira, que o animal tinha sido “reduzido ao seu tamanho”, recebido uma lição “sobre os limites do seu território” e devolvido ao sítio onde pertence, i.e., “colocado na relva”.