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13 Junho 2025

It Happens Because We Are, Not Because We Exist é o terceiro disco dos Wipeout Beat e sai com o selo da Lux Records

O ser, o não ser, o sentir o existir e o viver. Quantos de nós saberemos a diferença entre estas definições que nos moldam o dia a dia? O foco está na consciência e na vontade que temos de viver em comunhão connosco e com os nossos ideais, seguindo os nossos princípios e lutando pelos nossos sonhos. Se assim não for, somos mais um número, uma pessoa que existe no meio de outras tantas. 

O novo álbum dos Wipeout Beat é um manifesto! A sonoridade que o compõe só podia ter acontecido assim — não por cálculo, mas por necessidade!
O título It Happens Because We Are, Not Because We Exist vem de uma corrente filosófica: o acidentalismo. O acidentalismo foi impulsionado por Bruno Simões (Tu metes Nojo, Sean Riley) e a referência a esta filosofia fica como homenagem a este grande amigo. Trata-se de uma forma de dizer que o mundo não segue caminhos previsíveis ou confortáveis, mas sim acontecimentos que sucedem por acaso.

O terceiro disco dos Wipeout Beat é cru, direto, sem clichês, adornos ou virtuosismos desnecessários. É o som do momento a acontecer, sem pedir licença. 
Alimenta-se da energia punk, vai beber ao espírito electro, à estética synthwave e à pulsação hipnótica do krautrock. Ao mesmo tempo, encontram-se ecos do minimalismo de nomes como Philip Glass ou Steve Reich, onde a repetição é uma forma de meditação sonora. Também se sente a herança dos Suicide, crua e industrial, com o toque lo-fi muito próprio dos Wipeout Beat. Tudo isto filtrado através da sua velha companheira de guerra: uma caixa-de-ritmos Roland CR-8000, que dita o compasso com teimosia mecânica e groove inegável.
As músicas não se preocupam em ser acessíveis ou fáceis. São densas, exigem tempo e pedem entrega. Mas quem aceita o convite, encontra um mundo inteiro por explorar. Um universo onde o som é matéria viva, onde os teclados “meio a brincar” se transformam em armas emocionais e onde a guitarra e as vozes não comandam, flutuam.

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Gravado entre jams, improvisações e obsessões sonoras, este terceiro LP arrisca e provoca. Apresenta musicas construídas como paisagens em mutação constante, onde a repetição se transforma em viagem. Não é só música — é textura, é tensão, é libertação! São peças onde cada camada é colocada com intenção, mas sempre com espaço para o erro criativo, para a emoção crua que só existe naquele instante em que carregamos no botão “record” e tudo pode acontecer.

Este disco é, também, o reflexo da liberdade que só uma banda madura, sem pressões externas, pode alcançar. Wipeout Beat não esão a tentar provar nada. Estão apenas a existir, a fazer o que mais gostam: criar música intensa, honesta e inclassificável.

“Isto é assim porque tinha que ser assim. Não seria a mesma coisa se fôssemos por caminhos já percorridos.”

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