Cavalera Conspiracy: Jairo Guedz, Guitarrista Original Dos Sepultura, Poderá Ser Recrutado Para Concertos Futuros Da Banda
Max Cavalera falou recentemente com o Wall Of Sound sobre a tourneé australiana em que ele e seu irmão Igor vão tocar material dos álbuns “Arise” e “Beneath The Remains” dos Sepultura. Seguem alguns excertos:
Sobre o malabarismo de vários projectos musicais, Max disse: “É muito bom. É o que torna tudo interessante, já que fazemos coisas diferentes. A tourneé dos Soulfly foi toda com material dos Soulfly – nós não tocamos nada dos Sepultura. Era exclusivamente material dos Soulfly, e isso foi muito fixe. É claro, agora voltamos para a Austrália para tocar os “Beneath The Remains” e “Arise”, que é espectacular. Nós já demos alguns concertos na América do Sul e na Rússia e as pessoas passaram-se: são músicas brutais, enérgicas, pesadas, com oportunidades para a plateia cantar e muita energia nestas músicas. O “Beneath The Remains” está a comemorar 30 anos, por isso esta é uma data muito especial. Prestamos homenagem a estes discos durante esta tourneé . Para mim, é o que torna a minha carreira interessante e excitante – que eu consigo fazer as duas coisas: eu posso fazer o futuro com os Soulfly, e revisitar o meu passado com o Igor. Para mim, esse é o melhor dos dois mundos. É fantástico lembrar os trabalhos antigos ao mesmo tempo em que pensamos no futuro”.
Na programação para o futuro dos Cavalera Conspiracy com o seu irmão, Max disse: “Eventualmente, acho que se continuarmos a fazer estas tourneés destes álbuns, provavelmente mudaremos um pouco os membros só para torná-lo mais divertido. Existe uma ideia, se o fizermos com o álbum dos Sepultura de 1986 “Morbid Visions”, que é ter o guitarrista original, Jairo [ Guedz ], a juntar-se a nós. Isso seria muito fixe, mas neste momento, temos o Mike [ Leon ], o Marc [ Rizzo ] e o Igor. Soa fantástico. “
Ao revisitar “Beneath The Remains” e “Arise”, Max disse “ È bom – estamos num bom lugar, e nossa amizade é muito boa, e estamos apenas muito divertidos com estas músicas … Há uma energia e uma verdadeira raiva e verdadeira paixão nestas músicas que se traduz em pessoas a perder a cabeça quando eles ouvem isto. Eu nem tenho que lhes dizer “Circle Pit” – eles fazem isso sozinhos. É apenas o poder da música. Eu acho que foi o facto de que começámos com a tourneé “Beneath The Remains”. Nós começámos a ver o mundo – nós fomos para a América; nós fomos para a Europa. Esse disco abriu muitas portas para nós e nos fez perceber o que conseguimos fazer. Fizemos mais e deveríamos fazer mais: começámos a ouvir coisas como Fear Factory e muito hardcore e Ministry, por isso o álbum tem uma espécie de vibe industrial… Era exactamente ao que estávamos expostos, mas acho que é ainda death / thrash. Quer dizer, o “Arise” , para mim, é a melhor música death / thrash de todos os tempos. Eu ouvi os Aborted a fazer uma versão de “Arise” que me “assustou” de boa que era. Isso fez-me realmente perceber o quão fixe a música é. A “Arise” é uma música maravilhosa do começo ao fim.”